segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Também tô lendo sobre Santo André

Não tinha me interessado pela notícia, mas agora me senti obrigada a obter mais informações. Pois é, o bendito sequestro da minazinha de Santo André pelo namorado retardado.

Outro dia escrevo mais. Por hora, só quero registrar:

Como é que raios a polícia ficou sabendo do sequestro? Alguém lá dentro ligou berrando "tem um amigo meu aqui doidão apontando uma arma pra gente, sem deixar a gente sair?"

Porque quebrar o barraco apontando arma é cruel, triste, inconformável, mas comum. Quando que será que ele resolveu que seria um sequestro? Não foi por alguma reação exagerada de alguém?

Tá faltando perguntar isso aí, jornaleiros. Ou escrever, se já perguntaram.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Interessantíssimo, mesmo.

YEAH! EU VIM ESCREVER NO MEU BLOG ABANDONADO!
Não sei se mais abandonado por mim ou pelos meus assíduos visitantes.

Também não tenho conhecimento se você pode atribir assiduidade à substantivos iguais ou equivalentes a zero.

A questão é que há uma questão qe merece meus inúteis e infrutíferos comentários já faz tempo. A história dos grampos.

Teve um dia aí que e resolvi pegar o jornal e ler tudo o que tinha à respeito. Juro que cheguei a até entender do que se tratava, quem era quem, e tudo o mais. Fora o que tenho ouvido no rádio (minha mais nova mania passageira: ouvir notícia do rádio).

Só que, pra variar, como o negócio não muda nada na minha vida e nem atiça minha curiosidade ou reflexão, e não armazenei. Então não lembro quem foi grampeado. Sei que tão culpando a ABIN (Agência Brasileira de Inteligência N...Nacional, eu acho).

Tá, tem algo que atiçou minha reflexão sim. E eu até falei isso na aula hoje.
Por que raios isso dá tanto e por tanto tempo no jornal se NINGUEM acompanha tantos detalhes? Ok, ninguém é exagero. Talvez os familiares dos envolvidos.

Beleza, deve ter umas duzentas pessoas que leêm isso aí. Em Brasilia, talvez.

Só que sai na Folha, no Estadão...

... é ridículo. E não é a primeira vez.

Milhões de críticos e cronistas já reclamaram sobre a apatia do brasileiro em relação à política.
Acontece que esse tipo de coisa só faz isso crescer. Porque, na boa, se as notícias que aparecem sobre Brasília não parecem ser influentes nas vidas das pessoas, porque elas vão achar que a política o poderia ser? Não dá. A não ser que você veja o lado de dentro, como eu tô tendo a oportunidade de ver (ainda bem que peguei um lado bonzinho, honesto, e talz. Pode rir, mas eu sei do que estou falando). Pelo lado de fora, parece um jogo complicado e infinito que, quem assiste, não tem força nenhuma como palpitante.

Como se fosse um você decide em que a gente só visse o final.

É, eu poderia arranjar uma comparação melhor pra isso.

Chega. Tô voltando agora, vai. Tem que ser aos pouquinhos.

Ano que vem vou fazer spaces do msn, de novo. Fica mais à minha cara e é mais interativo.
Esse post merece comentário. Se leu até aqui, comenta. DEXASEUCOMENTARIUSINHU, que nem a gente colocava numas imagens bizarras no nosso blig, na época que os blogs estouraram.

Sabe? Meados de 2000...

Até parece que estava tão longe.

Qualquer dia escrevo sobre esse tempo também. Nostalgia às vezes traz umas idéias boas. Às vezes úteis.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Peso (na consciência ou fora)

Vamos todos encarar a verdade: padrão estético existe, persiste, e estamos todos ligados a ele.

Okay, a maioria das pessoas pensantes que eu conheço já desistiu de dizer que "na realidade pra mim beleza não importa", ou que "os padrões de beleza hollywoodianos não me afetam/são diferentes dos meus".

Achar ou não achar belo depende de muitas coisas. Principalmente do que você está habituado a achar belo.

Maas, como afirmei com veemência em uma discussão alegre e saudável do fim de semana, encontrar beleza não é sentir atração física.

Agora, eu não sei porque escrevi tudo isso. Vai ver eu tô com vontade de conversar.

Na realidade eu havia tido a idéia de escrever sobre o meu grande vício: doce. Açúcar. Sacarose. Gordura vegetal, farinha, cacau, maizena, leite condensado, creme de leite, queijo, frutose, azeite.

Eu num sou uma gordinha glutã, porque também sempre fui meio noiada com a minha aparência.
E muito desleixada também.

Aí eu criei uma comparação do meu vício com o de fumantes e alcoólatras.

Eu sei que soa dramático, mas não é. É ridículo. Dramático e ridículo são dois adjetivos bem diferentes.

A questão é a seguinte: todo fumante sabe que fumar faz mal pra saúde. Por isso, muitos dos que começam a fumar não tem a mínima intenção de se prender a isso, ou tornar o tabaco parte de seu cotidiano.

Aí tem os que simplesmente fumam, sem dar explicação pra isso. Tem os que entram em brigas com eles mesmos cada vez que se aproximam de uma bituquinha. E tem os que promeeeetem que vai ser só um cigarrinho por dia, ou só no sábado à noite pra acompanhar a cerveja.

Bom. Vou contar uma história pequena e breve sobre os meus hábitos alimentares. O texto já tá chato mesmo, pouca gente ou ninguém vai ler... Egoísmo por egocentrismo, letra à toa e frase produzida á toa por porcaria nenhuma, lá vai.

Marina bebê pequeno-> comia o que quer que colocassem na mamadeira, desde brócoli até sopa de tomate.

Marina bebê grande -> comia o que a mãe insistisse. Até que começa a fazer cara feia e cuspir algumas coisas (por enquanto o molho de tomate não fazia parte desta lista). Mamãe tentou insistir, mas o papai dizia "Não force a coitadinha. Dá pra ela aquela outra coisa que ela gosta.

Marina criança pequena -> comia poucas e seletas coisas, como arrozinho com bifinho, pêra, bolachas. Se fosse passatempo, só sem recheio. Salgadinho...alguns. Em festa infantil, às vezes uma ou outra coxinha, depois de muito custo, e o brigadeiro - do qual ela às vezes queixava-se de ter gosto de "brigadeiro de padaria". Parar de brincar pra comer era realmente uma tortura. Sorvete? De massa, só flocos e creme. Às vezes chocolte. Bolo? Só se fosse só chocolte, de preferência o da mamãe e o da Vovó Tita (bisavó). Picolé? De Uva. Da kibon, se der, por favor. Saladinha de pepino (só japonês), cenoura, depois de muito custo um alface americano, rabanete. Peixe só se fosse um linguadinho, sem espinhos. Feijão? Depois de alguns anos, com muito, muito custo. Miojo não. Macarrão a álho e óleo só se a Marina não fosse obrigada a sentir os pedacinhos de alho, então a mamãe o cozinhava com eles bem grandes. Verdinhos na comida eram sempre marginalizados ao redor do prato. Carne e frango eram bem-vindos. Pães, em geral, também, assim como o croquete de carne do vienna.

Marina criança grande -> Vieram alguns progressos com a mudança para a Praia e a convivência com primos comilões. As bolachas e sorvetes diversificaram-se bastante, assim como bolos. Comer fora de casa estava ficando mais fácil, e até o macarrão com molho branco, pedaços de alho pequenininhos e bastante coisa verde entrava. Miojo começa a ser aceito. Outras variações de salada também. Tortas. Doces começam a ser universais, aos poucos. O lanche do MC Donalds já pode ter queijo (até aqui era um pão-e-carne que sempre acabava pela metade), o requeijão substitui a margarina e a manteiga. Experimentar e gostar é algo bastante possível e tocável.
E surge o prazer em comer. Comer com os amigos, comer doce, fazer brigadeiro, fazer milk shake de chicabon, enxer a boca de sorvete na praia.

Passa ela de criança esquelética pra pré-adolescente barrigudinha, e pra adolescente gordinha.
Enfim, os 50kg. O vício por chocolate e bobeiras doces em geral.

Entre os 17 e os 18 anos, Marina vira uma bolinha por conta do bendito do anticoncepcional que começara a tomar com uns 16 anos graças á maravilha do ovário policístico. Foi trocando, trocando, até se adaptar com o atual (apesar de ter achado que ele tá deixando ela meio estressadinha). Ela comia chocolate várias vezes ao dia, dividia pacotes de salgadinho-isopor com os amigos e não tava pouco se lixando do quanto ou o que estava comendo.

Só que um dia foi comprar shorts e teve que pedir pelo manequim 40.

Total decepção. 55kg foi o auge. Porto Seguro Bahia.

Com uns 18 anos, Marina se estressa com o próprio peso, e resolve controlá-lo de verdade. Come de quatro em quatro horas no máximo, só coisa light. Como no fim de semana poucas vezes ia comer fora da casa de alguém, também não comia muito doce. Pizza, semrpe no máximo dois pedaços, sem sobremesa. Em casa, no almoço, se comesse bife não comia arroz. Na janta salada e/ou frutas. Frutas entre as refeições.

Chegou aos 45kg, ficou bem feliz.

Com 18 anos, Marina passa por enormes problemas emocionais que envolviam desde a relação com os pais, com o namorado, consigo mesma, a escolha da faculdade, emprego novo 1, 2, 3.

Quase todo mundo já ouviu essa história, se quiser ouvir de novo pede. Mas ela não é o foco aqui.

Eis que, em meados de maio e junho, Marina está com 43Kg. Pele e osso. Feliz da vida.

Não comia chocolate há meses, nem batata-frita. Se orgulhava disso pra todo mundo.

Só desleixou quando viajou pra Joinville. E às vezes comia doces no fim de semana.

É como aquelas pessoas que conseguem ficar dois meses sem fumar, sabe?

Simplesmente tornou comer uma obrigação, não um prazer. Ainda não tinha chego naquela fase da vida em que 95% dos programas sociais envolvem comida. Os que envolviam bar ela ia alimentada, e não comia a batata. Nunca comia batatinha.

Em festinhas, comia só um pedaço de bolo, ou salgadinhos assados.

É que nem o cigarro. Simplesmente largou.

Quanto àquela viagem de Joinville lá em cima, ela voltou mais volúvel. E depois, mais à frente daquele ano, começou a ter aquela vida social de lanchonete, esfiha, pizza, e tchanz. Isso se intensificou bastante.

Começou a voltar a comer doces, mas só no fim de semana. Mas aí era muito doce MESMO.

Em breve estava com 45kg de novo, e logo com 47kg. Todos diziam que ela estava bem melhor, saudável, com aparência de pessoa feliz ao invés de doentia (havia perdido curvas e tinha ossos salientes quando estava com 43kg).

Bom. Em 2008 houveram muitos feriados.

E a Marina foi pra Espanha, paraíso do chocolate como qualquer país da Europa. E dos pães. E outras coisas maravilhosas.

Ela voltou, e não conseguiu resistir aos doces.

Está com 49kg e não feliz.

Quer parar de comer doce, e já viu que não é difícil...

...Quando está em aulas e tem horarios definidos pra comer, e não vê pessoas com as quais ela sai pra conversar.

O resumo disso tudo:

Marina come socialmente.

Marina come socialmente, muitas vezes, pra se obrigar a calar a boca e deixar as pessoas falarem.


Agora. Diz se é ou não é comparável comer porcarias com alto teor de colesterol e gordura socialmente com fumar socialmente?

Só mais uma coisinha. Marina hoje é capaz de experiemntar qualquer doce, desde que ele não tenha coco ralado ou se relacione com prestígio.

Ela também experimenta quase qualquer salgado, desde que não se relacione com beringela, bacalhau, grandes quantidades de cebola que predominam sobre o gosto da comida, ou molho de tomate que seja a atração principal da comida.

Na verdade é mais do que isso, o que me permite entrar no mundo dos enjoados pra comer.

Sem louvor nenhum. Porque isso não é mérito pra niguém.

Nem comer socialmente.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Advérbio de modo nenhum

Pois é. Faz mais de um mês. Provavelmente nesse meio tempo todo não li quase nada em português, especialmente notícias. É bem triste, mas voltei ao desinteresse por elas. Não descaso - no descaso você faz questão de não ler. Mas, no meu caso, eu simplesmente dou prioridade a outras coisas. Quaisqueres, se é que se escreve assim.

A verdade é que no último mês eu experimentei uma quantidade de sentimentos, pensamentos conclusivos e sensações tão absurda que ainda estou tentando digerir tudo.

E tô sem caderninho-diário faz um tempão, também. Aos que não sabem, é um caderninho onde eu falo sozinha sobre, normalmente, coisa nenhuma. Considero-o saudável pra minha sanidade mental, que já não sei se posso considerar dentro de algum padrão.

Então. Só que nada disso aí é relevante, ou é o tipo de coisa que eu publicaria no meu blog. Porque nem assunto pra algum tipo de conversa é. É praticamente algo que eu colocaria naquele caderninho.

Seria legal se eu escrevesse sobre a diferença de qualidade de vida aqui e na Espanha, mas isso seria bem incriativo. Assim como escrever sobre a crise do petróleo aqui e lá, o tipo de combustível, tipo de pessoa.

Acho que é porque eu já falei sobre isso com bastante gente, também.

Simplesmente, ultimamente, estou totalmente sem pique pra escrever.
É realmente uma pena, definitivamente.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Gato preso em cano de esgoto é resgatado com aspirador

Um gato de apenas seis horas de vida ficou preso em um cano de esgoto, em Dumbar, da Escócia. Os bombeiros conseguiram realizar seu resgate com o uso de um aspirador de pó com uma meia em seu bocal. A notícia, publicada no Ultimo Segundo, teve em uma hora dois comentários. Um deles, cujo autor (a) se identifica como Vivi, achou que fazer uma "reportagem" à respeito do fato é "muito lindo", já que "só assuntos sensacionalistas é que chamam a atenção do leitor!".
Olha, eu juro que não tenho o hábito de ficar fuçando a interação entre notícias e leitores sem o que fazer pela internet afora. É que isso aí chamou a atenção mesmo.

Veja bem, a notícia devia ter uns 800 caracteres. Uma NO-TA, pra quem não sabe (e realmente não tem a mínima obrigação de saber). Reportagem é uma investigação aprofundada de um acontecimento. Resgates de gatinhos não tem muitos detalhes que possam ser aprofundados.

Só que a Dona Vivi tem que entender que não é o sensacionalismo que chama a atenção do leitor.
Quero dizer, não é só ele. É também algum fato que tenha a ver com a vida dele.

Normalmente, gatinhos presos no esgoto não tem muito a ver com a vida da grande maioria das pessoas.

Mas calma, eu também me senti atraída pela manchete. Mais do que pelas relacionadas à eleição presidencial dos Estados Unidos.

Bom, o outro comentário, de um tal Zanni, compara a preocupação com os pequenos animais com a sustentabilidade do planeta.

Ééé... O cú, a calça, o cotovelo... Tudo a ver, né?

E desculpa pelo palavrão =D

Se bobear eu broto hoje outra vez.

Acho que vou começar a apelar pras pessoas lerem essas minhas coisas. Ao menos as importantes.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Para ver com o olhar.

Hááá não tô tão ruim! Segunda postagem da semana!

Mas essa num vai ser convencional, também. Tá, eu não tenho convenções pra esse blog, nem nada do tipo. É que eu vim narrar, contar de coisas que aconteceram.

Por exemplo. Essa noite fui dormir bem tarde, mesmo não tendo dormido na noite anterior. Só que comecei a pensar. Não fiz aquelas coisas que as pessoas indicam pra que você tenha um sono tranquilo, como beber chazinho, ler algo pra esvaziar a mente, ver televisão, beliscar a bunda do mosquito (eu inventei esse, relaxa), sei lá. Peguei e deitei.

Comecei a pensar, né?

E tive um surto criativo. Pensei em um texto e não tive como deixar de levantar para registrá-lo. Ficou ridículo, eu sei, apesar de não ter relido ainda. Mas só a idéia já é absurda, quer ver? Fiz a comparação de meu coração com um apartamento, onde as pessoas que entravam lá iam se instalando em cômodos diferentes.

Pode até ser curioso, tal, mas é ridículo. E pode ser uma comprovação de alguma anomia da minha personalidade criativa.

Tá no caderninho do Puff, que, por sinal, acabou.

Mas foi só pra deixar registrado. Quem sabe eu qualquer dia não pegue, dê uma ajeitadinha e publique.

Bom, essa foi a primeira narração. Lá vai a segunda.

Tô fazendo, como sabem algumas pessoas, um ensaio fotográfico sobre Infância. Meu grupo está. Tinhamos várias ideias legais, mas com tanta preocupação com o tablóide, acabamos deixando meio que pra em cima da hora. Brasileiríssimas. Eu havia até mesmo me comprometido a tirar uma foto de uma criança fazendo as unhas, pra exemplificar crianças que não gostam muito da infância, ou que abandonam algumas de suas vantagens antes da hora. Iria tirar foto da própria filha da manicure fazendo as mãozinhas.

Bom, o celular da moça resolveu não funfar, e estou sem contato com ela.

Apesar de já ter conseguido umas fotos de primos, não poderia deixar de colaborar pessoal e manoalmente com o grupo, certo?

Aíí lá fui eu hoje a uma escola municipal de São Vicente com a minha mãe. Tirei foto de várias crianças.

Certo, num tem nada de muito memorável nisso pra merecer um post, né?

Não.

Porque eu não tenho contato com crianças todos os dias, e havia me esquecido do quanto o olhar delas pode transformar o estado de uma alma.

A cada sala de aula que eu entrava, os olhinhos brilhavam e os lábios abriam sorrisos. Uma das menininhas até falou "Tu é bonita, moça!", e eu só dava risada. Pedia que eles não olhassem pra mim. Elogiava uma, outra, tirava fotos em vários ângulos.

Mas não foi ouvir que eu sou bonita que me alegrou tanto. Foi ver tanto infinito e tanta felicidade simples nos olhos de quem, ao julgar de muita gente, não teria motivos para ser tão marry assim.

São todas muito, muito carentes afetivamente.

Mas são crianças.

E a vida, quando começa, é um mundo imenso de possibilidades e novidades. É mais bela.

Eu vivo dizendo que tudo o que devemos procurar é aprender e amadurecer sem ter a capacidade de enxergar beleza nas coisas pequenininhas, ou na complexidade das coisas.

Não se pode tomar caminho em uma vida em que os olhos não brilhem, pelo menos às vezes, como os das criancinhas.

Ai, quanto drama. Parece até religião.

Mas não é.

Eu não estou tentando chegar em lugar nenhum, ou provar nenhuma tese.

Só queria, de alguma forma, expressar o quanto foi especial participar daquilo hoje.

E que fique, mesmo elas nunca tendo acesso a esse texto, um beijo enorme no coração e no sonho de cada uma daquelas que me sorriu ou correspondeu aos meus sinceros sorrisos. Quer dizer, eu gosto de ser sorridente, simpática, essas coisas. Vivo sorrindo pra muita gente que não me corresponde.

Jamais, em nenhum momento de minha existência, sorri para uma criança que não me correspondeu.

E é por isso que eu opto pelas pessoas que sabem ser bobas, sorrir e rir dos detalhes da vida.

E admiro as que criam, inventam e descobrem mais e mais motivos pra fazer isso.

É, e tem gente que não entende por que eu queria tatoar uma fadinha nas costas.

À beleza, à imaginação e à habilidade de ver magia onde se sabe que ela não existe...

...mais um texto que ninguém vai ler.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

A porta da geladeira

Depois de um período mais ou menos do tamanho do intervalo entre o Big Bang e a criação da internet, cá estou eu pra escrever. Pra absolutamente ninguém, pra passar o tempo que eu poderia estar passando fazendo outras coisas - úteis ou não.

A tendência de algumas pessoas, veja só, é gastar o tempo fazendo coisas inúteis. Não que o tempo delas seja ocioso. Elas simplesmente optam por fazer coisas que não trarão algum retorno a curto ou longo prazo.

Como, por exemplo, eu. Escrevendo aqui.

Tá, é verdade que eu me sinto mal em quase todos os dias da semana pensar em escrever no blog e não ter assunto para tal.

E apesar de não fazê-lo para falar de emoções pessoais, dramalhões, e coisa e tal, eu, dessa vez, confesso.

Num escrevo porque tenho me achado uma pessoa muito superficial e sem conteúdo para fazê-lo. Não sei mais escrever sobre coisas que façam as pessoas darem uma risadinha, pensar, ou seja lá o que for. Na realidade, minha auto-estima anda um lixo mais radioativo do que deveria estar. Tenho meus motivos. Mas aí eu só vou responder a quem tiver realmente interessado. E, acredite, eu descubro fácil se quem pergunta quer mesmo saber ou não.

Bom. Eu ia voltar pro primeiro parágrafo, mas antes vou só enfatizar o fato de que estou escrevendo sem revisar, e estou decidida a postar do mesmo jeito. Até vou avisar alguns possíveis leitores da postagem, por que não?

Agora, voltando ao primeiro parágrafo de verdade... Eu já tive várias discussões comigo mesma e com os outros sobre o que é útil e o que não é. E sempre chego à conclusão de que é um cubículo relativizado imenso.

Porque veja bem. Pense muito, mas muito profundamente.

- Alguns seres humanos não têm o direito de serem hedonistas, superficiais e futeis o suficiente ao ponto de não se distinguirem facilmente dos animais? Há algum problema CONCRETO e PLAUSIVEL nisso, que não gere outros tipos de questionamentos?

Bom, por enquanto eu num sei responder outra coisa pra isso que não seja não.

Só sei que eu acho ficar olhando o orkut pra ver o álbum das pessoas que você já viu, ou analisar o seu próprio como se alguma faísca de auto-conhecimento fosse sair dali é inútil. E o pior, todo mundo que faz sabe o quão inútil que é. Tá, fuçar a vida das pessoas é legal, todo mundo gosta de fazer isso, nem que seja só no boca-a-boca. Alguns fuçam a vida dos artistas milionários, outros, que nem eu, das pessoas comuns que vivem à minha volta.

E eu também fico olhando meu álbum, meu perfil, meus textos do blog.

Sem nunca tirar porra de conclusão nenhuma, se me permite o palavriado.

Num vô dizer que vou parar de fazer isso, porque sei lá.

Parei um pouquinho pra refletir, mesmo não sendo espelho (putz, adoro piorar meus textos com pseudopiadinhas cretinas), e tô querendo achar que é que nem abrir a geladeira, às vezes.

Você vai lá e faz. Tem gente que diz que é pra pensar, mas vamo lá, confessa que tem um monte de vezes que não é. Que é porque é.

Eu odeio quando me dizem que alguma coisa é porque é, ou que alguém fez porque fez, ou que gosta porque gosta e pronto.

Mas tem vezes que é assim mesmo, ué. Porque é.

Sem vícios no ciclo, belê.

Agora. Lógico que não são todas as pessoas que são estúpidas o suficiente pra terem vááários momentos de panguação-não-reflexiva durante o dia.

E você pode fazer o favor de considerar aquele seu momento olhando pro prato de comida, ou através da janela do ônibus uma abertura de porta de geladeira.

Cara, até que escrevi bastante hoje, né?

Se bem que... Quando eu resolvi parar e descer o verbo (descer, porque vem da cabeça pros dedinhos. Bah, eu uso isso desde meu blog de 2004.), eu ia falar a minha opinião sobre o orkut.

Porque é polêmico, e tal.

Mas falei tanto sobre a porta da geladeira que enjoei.

Então vou terminar por aqui.

E pretendo voltar amanhã, nem que seja pra falar, falar, e não dizer nada. De novo.

Erhm.. Post não é e-mail pra dizer beijoalgumacoisa no final, né?

É...