sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Morre última fluente em idioma do Alasca

Morreu esta semana, com 89 anos, Marie Smith Jones, quem os linguistas acreditavam ser a última fluente em Eyak, idioma de um clã do norte do Alasca. Ela era defensora e ativista dos direitos indígenas e da conservação do folclore.

Ela colaborou com o professor Michael Krauss, da Universidade do Alasca, para compor um dicionário do dialeto. Desde a década de 60, Krauss é responsável por toda a documentação existente à respeito, incluindo histórias e poesias de anna Nelson Harry.

Marie teve nove filhos, dos quais sete ainda estão vivos. Nenhum deles aprendeu o idioma, pois cresceram em uma época em que não falar inglês era considerado errado.

Mesmo assim, Marie acreditava apaixonadamente na preservação da cultura e da língua Eyak. Chegou a gravar trechos dela mesma fazendo pronunciamentos na linguagem para que as próximas gerações pudessem ouvi-lo.

Sua família descreve-a como uma "pequena mulher fumante" , independente sempre e a qualquer custo. Única remanescente de sua etnia, enfrentou grandes problemas em sua vida, sempre com tenacidade e bravura.

"Ela era a única que falava Eyak nos últimos 15 anos", disse professor Krauss para o repórter da BBC. "Entendia, como única em sua posição, o que isso significava para os outros como ela".
De acordo com ele, Eyak foi a primeira de outras línguas nativas do Alasca que deverão ser extintas nos próximos anos, e "Marie compreendeu esta trágica profecia com graça e dignidade".

A Universidade do Alasca abriga o Centro de Línguas Nativas do Alasca. Foi estabelecida em 1972 como um centro para pesquisa e documentação de todos os idiomas existentes no Estado. É reconhecida internacionalmente como o principal centro dos Estados Unidos de estudo de línguas esquimos e nortistas.

http://news.bbc.co.uk/2/hi/americas/7206411.stm

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