às quais costumo me referir, basicamente, como fofoca.
Mas nem adianta vir me chamar de fofoqueira. Vou explicar.
Digo e afirmo que há dois tipos de fofoca. A primeira, a maldosa, é feita pelos verdadeiros fofoqueiros. Eles escutam uma história sobre uma pessoa, distorcem e repassam, acreditando que aquilo vá surtir algum efeito. Ou nem escutam história nenhuma, mas repassam uma informação de outrém só por passar. E pra criar fama.
Dá pra encaixar também as pessoas que criticam pejorativamente os outros por debaixo dos panos, sem assumir a própria palavra. Pior ainda.
É realmente muito feio. Vergonhoso. Condenável. Detesto quem faz isso.
Agora. Coisas públicas acontecem na vida de todo mundo. Relações que se acabam, relações que começam, novas etapas da vida, brigas. Coisas que ninguém faz questão de esconder que ocorreram, porque, uma hora ou outra, todos vão descobrir.
E bom, coisas públicas se transformam em informação.
Qual é o problema, então, em interessar-se por essas informações, ou em repassá-las, sem distorcer ou ter más intenções?
Claro, há também os comentários à respeito dos eventos. "Eu acho que ela deveria ter esperado mais um pouco antes de fazer isso. " ou " Puxa. Poderia ter sido pior".
O importante é terminar sempre com "uau, que bafão!" Ou melhor, Bas fond - que, como me explicou o Poeta Porco Piazentin,é a expressão do francês que gerou a interjeição perdida. Só não me pergunte o que significa. Pergunte ao google.
Porque na boa, alguém já tinha achado algum sentido em dizer que novidades interessantes e chocantes tem a ver com mal hálito?
E é isso aí.
Por isso é que eu falo: adoro uma boa fofoca.
Só não gosto de revista de fofoca, ou site de fofoca. Porque informação pessoal e pública de pessoas cuja vida não poderia jamais repercurtir na minha, ou na de pessoas que eu gosto, não me interessam muito não. Podem até ser comentáveis, ou servir de exemplo. Mas não chamam a minha atenção ou curiosidade.
Aliás, ainda bem que falei nisso. Exemplo.
A fofoca serve pra gente ver as cagadas e as maravilhas que as pessoas fazem com a vida. Pra aprender a fazer ou não fazer igual. Pra admirar, ou ter pena, ou fazer algo pra ajudar.
Tudo bem, que cada vez mais, as pessoas tendem a particularizar as coisas. Já dizia o professor de filosofia, Marcelo Carvalho, lá no meu primeiro semestre. "O próprio automóvel é um exemplo: uma caixinha onde todos se locomovem sem precisar se tocar ou conversar, cada um ouvindo sua música, ou as notícias que lhes interessem".
Lógico que foi só um exemplo, e não tem tanto a ver com a fofoca.
Pra finalizar, a velha piadinha imbecil:
Tem gente que não gosta de fofoca. Prefere babaleia.
quinta-feira, 13 de março de 2008
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3 comentários:
Baba-alheia?
Podia ter passado sem essa piadinha infame....
Fora isso, cabe sempre a máxima, mulher fofoca, homem debate a vida alheia.
Babaleia uma ova! ò.ó É pepeixe u.u
Outra coisa: Poeta Porco Pizaentin. Hm, bela aliteração O.O
Por fim: como assim perguntar ao Google? u.u Pensei que a Marina ainda se lembrava do francês que havia aprendido. De qualquer forma, eu fui pesquisar e a primeira coisa que aparece é isto:
"bas-fond
m
1. (del océano) bajío, bajo.
2. bas-fonds mpl (de la sociedad) bajos fondos.
3. (zona de la ciudad) barrios bajos"
A gíria vem do segundo item: quer dizer o baixo do baixo, uma coisa bem fundo de poço. Não tem nada a ver com mau hálito, tem a ver com a criatividade do brasileiro ;)
E se você procurar por basfond, tudo junto, você vai achar que se trata de um baile de carnaval GLS de Sampa City.
Sei lá, só comentando...
Ou seja... fique sempre longe de bas-fonds; sejam fofocas, pepeixes, babaleias ou bailes GLSs ô.o
xD
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