Achei bem interessante.
E eu reafirmo que escrevia melhor porque lia muito, mas muito mais.
Pena, né?
Agora eu...Hnm... Me preocupo menos e sou mais feliz?
Bom, deixo as reflexões pra outro dia. Prevejo que amanhã.
Se não forem reflexões, vão ser bobagens mesmo.
Pra variar.
Tá, já que leu isso aí tudo que não diz nada, lê mais um pouco .
A Arte de não fazer nada. (26/06/2006)
Eis o primeiro post de verdade. Não vai ser uma pseudopoesia, uma crônica, ou uma dissertação sobre alguma coisa interessante. Só vou despejar umas palavras, aí... Pra retomar o hábito.Espero que a May não se importe! Tô doida pra ver os versos dela por aqui.
Ao que interessa.
Nada atrai nada. Já parou pra perceber? Se você acorda na hora que quer, com o dia totalmente disponível e aberto ao que você bem tiver vontade de fazer, poucas coisas saem. É raro encontrar alguém organizado o suficiente pra dizer "Ah,que beleza. Vou levantar da cama agora, ir até o espelho estourar uns cravos durante quinze segundos pra poder dar tempo de fazer muitas coisas úteis durante o dia de hoje, como faxina no armário, tirar as teinhas de aranha no cantinho superior de cada encontro de paredes da casa, ou contar quantos azuleijos eu tenho na cozinha."Não, ninguém pensa essas coisas. Ao menos ao que esta minha curta vida tenha presenciado. Normalmente as pessoas preferem acordar, continuar na cama e dizer "Hum. Nada pra fazer hoje. Depois , se bobear, eu tiro aquelas teinhas de aranha simpáticas dos cantinhos da casa. Ou arrumo o armário...não sei." Então levantam-se, olham no espelho, e descobrem vários, vários cravos. Passam meia hora brincando com eles, e as horas seguintes passeando pela casa pensando no que fazer.
Quer dizer. Claro que tudo isso aí foi uma grande metáfora.
Tome o meu dia hoje, como exemplo. Fiz uma relação de tudo que poderia estudar nesses preguiçosos dias te férias.
Deu preguiça, dormi.
Quantas pessoas estariam fazendo a mesma coisa que eu naquele momento? Babando na colcha, olhando pro teto, pensando em coisas inúteis do tipo "o que eu estaria fazendo agora se fosse um abajour afeganistanense?".
Muitas. Muitas mesmo.
E quer saber? Todos não estamos nem aí!
Nos tornamos "aí", à partir do momento em que várias coisas divertidas ou não aparecem pra serem feitas. Daí vem o arrependimento.
Só que arrependimento é cocô de pomba. Depois que já saiu, num dá pra desviar. Nem com o cajado pesadão do arrependimento. (Por favor, imagine agora o Trevor do Caverna do Dragão frustrado e com um enorme cajado escrito REGRETING na bolona que existe na ponta.)
Dá, na verdade, pra pegar e matar todas as pombinhas que começaram a aparecer na sua frente depois de um dado momento. Ou sei lá, passar a olhar mais pra cima...
Ridículo, né? Falta de idéias legais...
Ô saudade do meu talento de ir além nas coisas pequenas!
Tentemos outra vez.
Falta do que fazer atrai falta do que fazer.
Aos que sentem-se desafiados a agir na falta do que fazer, meus parabéns. Aprecio o tipo de barco que só gosta de remar contra a maré.
Acho que todo mundo devia ser assim, de vez enquando. Mar agitado tem sempre mais graça, certo?
Terminarei por aqui. Sim, vou sair de casa, graças.
Rezem todos ao deus da hiperatividade, essa semana. Peçam para que ele rogue por mim.
Lógico, se houver alguém pra ler essa ladainhada toda, além da própria May, que provavelmente vai ter curiosidade pra se arriscar.
Aliás, ela bem que podia fazer a descrição do título do blog, dando uma viajada nele... Interessantíssimo. Bom, pra qualquer pessoa que se interessaria pelas minhas linhas, ou pelas dela, seria interessantíssimo mesmo.
Fim! (Jeito besta de acabar as coisas, né?)
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